Profissão: Arquiteto. O que deu errado?

 

architectorture1

Pode ser extremamente desgastante quando você passa anos sonhando com uma profissão e, no final, pensa: não consigo manter minha carreira como arquiteto.

Na hora de identificar a razão para isto estar acontecendo, talvez tenhamos que passar pela forma de planejar a carreira, ou na hora de mensurar as metas para ela. De qualquer forma, percebemos que manter uma carreira como arquiteto requer, antes de tudo, sacrifícios.

Chegou a hora de analisar alguns pontos que precisam sofrer alterações ou então você sempre se sentirá infeliz e malsucedido.

Planejamento

Todo início de um novo empreendimento passa por planejamento. Mas de que maneira posso executar esse planejamento sem estar, em dado momento, perdido em meio a metas subjetivas e sem qualquer parâmetro palpável?

Para isto, existe uma ferramenta chamada S.M.A.R.T. (Significável, Mensurável, Alcançável, Relevante, Temporizável).

Quando defino um planejamento, ele tem de ser Significável. Tem de produzir significado para mim. Exemplo: Desejo me especializar em um nicho de construção de residências populares, pois gostaria de servir esta parte da população e viver disto.

Além disto, deve ser Mensurável. Ou seja, a meta precisa ser medida de alguma forma. Exemplo: Preciso, para alcançar minha meta, estudar me especializando em Arquitetura de Residências populares, através de uma pós-graduação.

Também precisa ser Alcançável. Por exemplo, não adianta nada se eu preciso fazer uma pós-graduação para entrar no nicho escolhido se, para alcançá-la, precisaria fazer uma Pós-Graduação caríssima no exterior. Mesmo na hora de definir metas para a carreira, nesta hora é bom começar sempre devagar, com os ‘pés no chão’.

Essa meta também tem de ser Relevante. Ou seja, produzir ganho real. Valor. Não adianta nada se todo meu planejamento não me trouxer isto, que não necessariamente, é ganho financeiro. Um bom exemplo disto é o chamado Empreendedorismo Social, que cumpre demandas sociais relevantes e, concomitantemente, gera resultado financeiro para os empreendedores.

E para finalizar, sem dúvida, precisa ser uma meta Temporizável. Todo bom planejamento define prazos para as metas. E com o planejamento de carreira de Arquiteto não deve ser diferente. Por exemplo, o tempo total entre a especialização, a divulgação e inserção no mercado do nicho escolhido deve ser de até 3 anos. Com esta definição, é possível corrigir metas e prazos de cada etapa do planejamento pretendido. O tempo não para.

Faça um bom networking

Em Arquitetura, boas indicações ainda são a maior fonte (mesmo não devendo ser a única) para se alcançar uma presença profissional relevante.

Portanto, é fundamental que seu trabalho de Networking esteja alinhado com o tipo de nicho pretendido para a profissão. É fundamental estar presente em feiras, eventos e tudo relacionado não só à profissão de Arquiteto, mas, sobretudo, direcionado ao nicho de mercado escolhido.

Lembre-se: quem não é visto, não é lembrado!

Foque na capacitação contínua

Existe sempre aquela ideia de que nós somos capazes, porém se o mercado está ruim, ele não pode nos absorver, simplesmente. Na verdade, podemos nos deparar com uma defasagem de capacitação.

Desta forma, é fundamental observar que tipo de melhoria poderemos adotar nas nossas capacitações. Hoje em dia, existem muitos cursos gratuitos, não só para o nicho específico de Arquitetura, mas de disciplinas correlatas. Cursos como de gestão e processo de vendas podem agregar bastante aos profissionais autônomos, ou cursos de ferramentas de representação mais modernas, para os profissionais que focam na prestação de serviços para outras empresas do ramo.

Emprego ou ‘carreira solo’?

Será que eu não consigo me manter na carreira profissional porque estou insistindo muito em trabalhar sempre para terceiros? Ou será que deveria investir em meu próprio negócio?

Esta é uma dúvida muito complexa.

Um dos métodos mais utilizados para avaliar a personalidade profissional é o DISC – Dominance, Influence, Steadnisses, Conscientiousness (Dominãncia, Influência, Estabilidade e Conformidade, respectivamente, em português).

Este método permite avaliar como age uma pessoa, dentro de um contexto específico, diante de um estímulo.

Com esse teste, quatro tipos principais de personalidade são gerados, os quais são Comunicador, Executor, Planejador e Analista. De posse desta análise, é muito mais eficiente o processo de escolha do caminho profissional mais adequado.

Como disse Einstein: “Não se pode julgar um peixe por sua habilidade de subir em árvores”.

52152-esta-tarefa-deve-ser-entregue-dia-2311-ate-as-17h-estender-500-metodologia-disc-a-importancia-da-avaliacao-comportamental

Mercado de Construção Civil: esse ‘mar revolto’

Via de regra, o mercado da construção civil define muitos outros índices e mercados. E quando chegam momentos ruins, se outras profissões são afetadas, imagine uma diretamente ligada como a do Arquiteto?

Neste caso, é salutar continuar investindo em especialização e segmentação do nicho. Em tempos de crise, em um mercado amplo como Construção Civil, aqueles que ‘fazem de tudo’ são os primeiros e mais afetados.

Nem tudo são flores, mesmo nas paixões

Alguns motivos podem trazer uma certa infelicidade no local do trabalho, o que pode atrapalhar na sua carreira profissional.

Listamos três motivos mais recorrentes:

1- Você só trabalha por dinheiro

Todo mundo quer ganhar dinheiro e acaba adquirindo algumas funções que não lhe trazem satisfação e apenas são realizadas pelo simples fato de dar condições de sustentar sua vida financeira  e estilo de vida.

Um dia conheci um arquiteto em uma empresa que trabalhei que ganhava, em média, uns 20% a mais do que os outros colegas (segundo relato dele). No entanto, ele estava para pedir demissão. Ele era responsável por transformar todo o trabalho desenvolvido pelos colegas para uma plataforma BIM (plataforma que permite o armazenamento e o compartilhamento dos dados referentes ao projeto em um único modelo, que pode ser acessado e modificado a qualquer momento por qualquer integrante do processo, mantendo-o sempre atualizado).

Segundo ele, mesmo ganhando um pouco mais, ele se sentia frustrado por fazer ‘apenas’ aquilo. Não existia realização no que ele fazia, mesmo ele sabendo ser indispensável na empresa, pois ninguém mais podia desempenhar aquela função.

Não existe qualquer dinheiro que possa substituir ou trazer qualidade de vida, alegria e satisfação todos os dias que chega em casa depois de um dia de trabalho.

Pense nisso na hora de escolher entre o dinheiro e realização. Algumas pessoas mudaram de setor achando que não seriam bem-sucedidas e com medo de ganhar menos, mas descobriram uma vida melhor e mais feliz.

2 – Personalidade profissional: aquilo que faz de cada Arquiteto, único.

Umas das mais complexas formas de se relacionar profissionalmente é a de dois Arquitetos com ‘visões’ diferentes.

Mesmo quando trabalhando em empresas de arquitetura, quem não já viu dois profissionais discutindo formas distintas de conduzir determinada ação?

É fundamental perceber que, além de nossas capacidades, devemos reconhecer nossas limitações. Um bom exercício de boas relações profissionais, entre colegas ou sócios Arquitetos, deve passar por um senso autocrítico constante. Perceber limitações, até mesmo quando estas são limitações de ‘cargo’ pode evitar muitas ‘dores de cabeça’ em casos de possíveis ‘fins de sociedade’ ou demissões.

3 – Remuneração: Não me sinto valorizado

Ninguém, ou quase ninguém eu penso, pode ficar feliz se trabalha com o que ama, mas não se sente valorizado adequadamente.

São péssimos clientes, ‘oportunidades’ questionáveis, enfim. Sempre pode nos acometer aquele senso de depressão no momento em que constatamos que nossa conta bancária não anda de acordo com nosso empenho profissional.

Nesse momento, o único grande aliado do Arquiteto é sua criatividade. Como falado anteriormente, uma boa segmentação de mercado, aliada à criatividade, pode favorecer uma melhoria de satisfação no quesito Dinheiro.

Valor, acima de tudo

De qualquer forma, a profissão do Arquiteto não vai melhorar se não começar no próprio profissional. E isto passa, inexoravelmente, pela autovalorização. O foco dos profissionais de Arquitetura, seja para seus clientes particulares, seja para seus empregadores, deve ser no valor do resultado do seu trabalho. Não ofereça serviço, ofereça resultado.

Quando o foco é o resultado, o valor intrínseco fica evidente.

Curta se gostou e comente esse Artigo. Suas impressões são fundamentais para nossa melhoria.

ass-nda

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s