Benchmarking: a evolução do mercado de Arquitetura

O bom empreendedor quer que a sua empresa se torna a melhor no ramo que está inserido. E isso não é diferente para Arquitetos. Para isso, elas precisam fazer benchmarking com outras empresas de arquitetura.

Como podem ter sucesso nessa busca pela excelência se não se tem parâmetros? Na busca por um bom posicionamento de mercado, estratégias como benchmarking podem ser o diferencial que trará o negócio do profissional de Arquitetura a um outro nível.

O que é benchmarking?

O benchmarking é uma das mais relevantes estratégias para aumentar sua eficiência.

Significa cuidar de modo minucioso todo processo de pesquisa que permite aos gestores compararem produtos, práticas empresariais, serviços ou metodologias usadas pelos rivais, absorvendo algumas características para alçarem um nível de superioridade gerencial ou operacional da sua concorrência.

Mas você pode pensar: será uma imitação de outra empresa? Claro que não. É a capacidade em enxergar as melhores práticas e adequá-las às peculiaridades de sua companhia.

É entender o que o seu concorrente faz de melhor e ser superior a eles. E as coisas que fazem de ruim é não cometer tal deslize e assim se superar no mercado.

Tipos de benchmarking

Trabalhando com o benchmarking com outras empresas de arquitetura, o empreendedor poderá criar em diferentes canais. Veja:

Benchmarking interno: busca pelas melhores práticas adotadas dentro da própria empresa. É o mais fácil a ser implementado, pois pode ser facilmente identificado dentro da própria empresa, buscando as informações em setores diferentes.

Um escritório de Arquitetura, com mais de uma equipe, pode trocar informações de processos adotados em uma ou na outra, que podem ser compartilhados, adotando um padrão de procedimento eficiente. É o mais simples e mais utilizado modelo.

Benchmarking competitivo: analisa as práticas da concorrência de forma minuciosa, sempre pensando em ser melhor do que outros.  É o mais difícil de ser implementado, pois foca no concorrente direto que, via de regra, não está disposto a divulgar informações para concorrentes.

Adotando este tipo de benchmarking, o escritório de arquitetura pode fazer as vezes do chamado Cliente Oculto, que é contratado pela empresa para ser cliente dos concorrentes e avaliar parâmetros predefinidos pela empresa que busca fazer o benchmarking, principalmente avaliando critérios como atendimento, prazos, preços e produto final.

Benchmarking funcional: compara o processo de trabalho entre as organizações, mesmo que seja em diferentes segmentos.  É o mais utilizado justamente porque as empresas trocam informações de setores estratégicos, visando melhoria de ambos.

Arquitetos podem utilizar esse tipo de benchmarking na avaliação do setor de atendimento da empresa, bem como o administrativo, que são setores mais genéricos e podem ser avaliados com empresas de distintos seguimentos, permitindo esse tipo de avaliação.

Benchmarking de cooperação: duas empresas estabelecem uma parceria, compartilhando informações de seus processos, permitindo que ambos possam ter excelência em conhecimento e qualidade.

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Exemplos de benchmarking

Podemos selecionar algumas empresas que atuam com benchmarking, como a Gol Linhas áreas, que notou que a necessidade de retirar se seus voos as refeições gratuitas, trocando por taxas mais baratas aos clientes. Tudo isso porque outras companhias internacionais agiam dessa forma.

Já a Xerox foi uma das pioneiras na utilização das técnicas de benchmarking. A fabricante norte-americana desmontava os equipamentos de suas concorrentes nipônicas Cânon e Nashua, para saber como elas conseguiam comercializar seus produtos a preços menores que os seus.

No caso da Assolan, conseguiu crescer em um mercado dominado pela Bombril. Por meio de uma análise aprofundada do mercado, tomou conta de uma boa parcela do mercado que antes era dominado pela concorrência.

Fazer benchmarking com outras empresas de arquitetura

 Ao fazer benchmarking com outras empresas de arquitetura, o empreendedor precisa analisar as seguintes questões:

1) Análise de forma interna

Uma avaliação mais aprofundada de todos os procedimentos irá dar mais conhecimento sobre aquilo que preciso avaliar na outra empresa de arquitetura e qual a forma de pesquisa será feita.

2) Pesquisar concorrentes em potencial

Um dos métodos de pesquisa de concorrentes e avaliação dos seus procedimentos foi o Cliente Oculto. Porém, existem outros como utilizar pesquisas in loco com profissionais de pesquisa profissionais. O mais importante é saber, de antemão, qual o propósito da pesquisa para que a análise seja eficiente.

3) Defina a estratégia

As estratégias de avaliação são fundamentais. Avaliar preços de serviços, por exemplo, depende muito do resultado esperado. Portanto, são necessários comparativos envolvendo produto final e prazos, para que a avaliação de preço dos concorrentes seja, de fato, eficiente. Nesse sentido, estratégias como matrizes comparativas são simples e bastante funcionais nessas avaliações. Elas permitem atribuir um peso para cada item avaliado e proporcionam uma mensuração mais real do que se pretende comparar entre as empresas ou serviços oferecidos por elas.

4) Entender vantagens e desvantagens

É sempre bastante interessante que o benchmarking seja fator de melhoria para as empresas de arquitetura. No entanto, algumas vantagens podem trazer outras desvantagens, outrora ausentes. Por exemplo, uma empresa de arquitetura que oferece como produto final projetos em nível de Anteprojeto podem, através de avaliação de concorrentes, perceber uma demanda de projetos com representação gráfica mais completa que, não necessariamente, seja absorvida por seu mercado. Mesmo que esta mudança proporcionasse um aumento no valor unitário dos serviços oferecidos.

Cada caso, sempre, é peculiar. É fundamental estar atento às especificidades de cada empresa antes da implementação do resultado do benchmarking.

Benchmarking: Melhoria contínua

Vários profissionais, principalmente quando decidem serem empreendedores e começam uma empresa, sempre se utilizam de certo tipo de benchmarking para organizar os procedimentos de sua própria empresa, adotando métodos e padrões aprendidos nas suas experiências anteriores.

Isto é bastante comum.

Entretanto, o grande potencial desta ferramenta é a busca de melhoria contínua, visto que qualquer arquiteto que começa sua empresa de Arquitetura está ciente de que ‘modelar’, ou seja, adotar métodos e padrões de outras empresas, visando melhoria, sempre funciona quando esses procedimentos estão ‘dando certo’ para elas.

É fundamental entender que o princípio da evolução dos nossos passos, como empreendedores, passa pela vontade de estar sempre à frente dos melhores procedimentos e métodos e, com profissionalismo, adotar as melhores práticas e elevar sempre o nível do mercado de Arquitetura.

ass-nda

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