Princípio de Pareto em Arquitetura: Quais os resultados?

Você, Arquiteto, já se pegou, após um dia inteiro de trabalho, com a sensação de que avançou muito pouco no que queria produzir? Ou se apercebeu que, algumas poucas mudanças no seu projeto provocaram um produto final muito superior à forma anterior? Ou percebeu um aumento na sua produtividade quando, no seu trabalho, delegou para outras pessoas atividades mais ‘maçantes’ enquanto se concentrou no âmago do que você queria realizar?

Se disse sim a pelo menos uma dessas perguntas, provavelmente você experimentou na prática o resultado de um Princípio muito utilizado por várias empresas e seguimentos para aumentar o desempenho profissional: O Princípio de Pareto.

Como então se valer desse Princípio, também chamado Lei dos Poucos Vitais, para que um Negócio de Arquitetura possa ser mais eficiente e produtivo?

Mais sobre o Princípio de Pareto 

O Princípio de Pareto é conhecido como a Lei 80/20. Isso ocorre porque o sociólogo e filósofo italiano postulou que 80% dos benefícios são obtidos com apenas 20% de esforços. Estes números são arbitrários e podem variar (75/25, 70/30, etc.).

Ele disse que qualquer área da vida pode ser administrada com essa porcentagem seja ela ligada a vida pessoal, profissional ou social.

Este conceito procurou reproduzir a ideia de que uma análise do escopo das relações, sejam pessoais, profissionais ou de outra ordem, podem ser potencializadas se houver uma concentração dos esforços nos pontos onde o Fator gerador do produto for mais preponderante. Por exemplo, uma loja que tem produtos do tipo A, B, C e D e, através de uma análise, descobre que os produtos B e D produzem 80% do resultado, comparados com os do tipo A e C. Diante disto, concentra seus esforços de marketing e estoque naqueles que produzem o maior resultado.

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Princípio de Pareto na arquitetura 

Como mencionado no início do artigo, existem algumas situações onde uma análise prévia pode, com a ajuda do princípio de Pareto, modelar melhorias em escritórios de arquitetura ou até nas atividades de Arquitetos autônomos.

Pensando nisto, elencamos algumas das várias possibilidades deste Princípio e que podem ser aplicadas pelos arquitetos na sua vida profissional:

  • Terceirização de atividades

Com o passar do tempo, o Arquiteto procura fazer melhores projetos e prestar um serviço de maior qualidade. No entanto, com o crescimento da empresa, se faz necessário que se aumente as equipes para atender as demandas internas.

Entretanto, mesmo em um momento embrionário, o profissional pode terceirizar as atividades de desenvolvimento, por exemplo, e se dedicar à concepção dos projetos. Outras atividades como administrativa, marketing e vendas podem ser delegadas, mesmo por profissionais em início de carreira.

Este passo é fundamental para ‘escalar’ a produtividade da empresa e aumentar o valor percebido no resultado final dos serviços.

  • Concentrar melhoria nos processos que envolvem serviços mais solicitados

Algumas empresas ou profissionais que focam em um nicho específico de Arquitetura desenvolvem alguns serviços que, via de regra, têm diferentes demandas dentro da empresa. Alguns são mais requisitados que outros.

É fundamental que se faça um balanço desses serviços. Não só da demanda por eles mas pelo retorno que eles trazem, frente aos outros serviços disponíveis.

Como foco nessas atividades, melhorias como propostas mais variadas, bônus ou destaque na divulgação podem proporcionar um considerável aumento na receita proporcionada por essas atividades, que são as que retornam a maior parte dos resultados da empresa.

  • Valorização de Clientes Recorrentes

É muito importante ter um Processo de Venda focado em não só atrair novos clientes como, também, valorizar os recorrentes.

Além de incluir estes em um sistema de acompanhamento que mantém a proximidade do cliente com a marca ou o profissional, é fundamental oferecer pacotes exclusivos para clientes que retornem a fazer projetos e fazer disto uma política de preço da empresa.

Princípio de Pareto para Arquitetos: Produtividade, Crescimento e Qualidade

Qualquer Arquiteto ou escritório de Arquitetura sabe a importância de ter produtividade em suas atividades. Uma boa estrutura de delegação de atividades, feita de maneira eficiente permite, mesmo às menores empresas, oferecer um serviço dentro dos prazos e com qualidade sempre superior.

Qualquer média empresa de Arquitetura tem (ou deveria ter) uma boa estrutura de delegação de atividades, um bom sistema de referência e acompanhamento de clientes (seja através de e-mails, redes sociais, etc.), ou mesmo uma plataforma de marketing. Ferramentas como estas proporcionam aos Arquitetos, mesmo sendo autônomos, focarem seu tempo nas principais atividades que geram os resultados esperados para a empresa.

É sempre bom lembrar: estar ocupado não é, necessariamente, ser produtivo.

ass-nda

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